Estudantes lançam fanzine inspirado nas riquezas da fauna e flora amapaense

Por: Joice batista


Alunos de uma escola pública de Macapá transformaram uma ferramenta de avaliação em uma grande homenagem ao Norte do Brasil. Peculiaridades como o açaí, a bacaba, a tapioca e outras plantas e animais viraram poesias visuais, lançadas no último dia 26 na revista fanzine “Sabores do Amapá”.

Os cerca de 60 poemas que dão vida a publicação foram escritos pelos alunos de duas turmas do 1° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Mário Quirino da Silva, que fizeram uma intensa pesquisa sobre a fauna e a flora amapaense com leituras, visitas ao Museu Sacaca e conversas com produtores locais, que vendem seus produtos em uma feira próxima à escola.

Todo o trabalho foi idealizado pela professora de Língua Portuguesa Carla Nobre, que pensou o quanto seria importante fazer essa conexão com a própria cultura. “O projeto veio para a gente falar do sabor que gosta, do que não gosta e adentrar um pouco mais no nosso conhecimento tucuju, até mesmo criando um laço de pertencimento e reforçando a identidade que a gente traz, de ser nortista”, disse a professora.


Desde o início da produção, os estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, se mostraram dispostos em absorver mais conhecimentos e ter novas experiências. A visita à Feira do Produtor do bairro Buritizal é um exemplo disso. “Ter a oportunidade de ir lá foi super legal. A gente aprendeu sobre os produtos que são daqui e que a gente nem sabia que existia”, falou Ana Beatriz do Carmo Brito, que escreveu um poema sobre o açaí.

Os novos conhecimentos serviram como base para a produção dos poemas, mas também prometem fazer parte da vida dos alunos. “Eu escolhi falar sobre a erva cidreira, que é uma planta medicinal e serve para fazer chá para a dor e isso era algo que eu não sabia”, contou Wilian Marcos Pantoja de Souza, de 16 anos.



Esse novo aprendizado sobre o próprio estado também despertou nos alunos a vontade de valorizar a própria cultura. “Muita gente pega cultura de outros países e traz pra cá e as pessoas daqui se esquecem da própria cultura. Com isso, a nossa cultura pode acabar sumindo”, acrescentou Wilian.

Definitivamente, o fanzine já é um grande sucesso em todos os aspectos. “O nosso fanzine está aí, cheio de novidades e talento. Eu achei que ficou um trabalho excelente para o nível dos alunos, dignos até de figurar num livro”, enfatizou Carla.



Distribuição
Os alunos voltaram à feira que visitaram no processo de pesquisa para distribuir cerca de 100 fanzines aos produtores e vendedores.
Como são poucas unidades, os interessados nos poemas visuais podem consultar algumas edições do fanzine na própria escola, localizada Rua Claudomiro de Moraes, 275, bairro Novo Buritizal. 

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