Crianças autistas lotam cinema em Macapá para sensibilizar sobre inclusão


Por: Joice Batista




Sair da rotina pode ser um pouco estressante para crianças dentro do espectro autista, mas isso não impediu que 100 delas lotassem uma sala de cinema da capital amapaense na última semana. Além de ter um momento de lazer, a ocasião serviu para que elas, acompanhadas de seus pais e responsáveis, celebrassem suas diferenças com o Dia do Orgulho Autista (18 de junho).

A animação “Pedro Coelho” foi exibida em uma sala de cinema de um shopping da zona sul de Macapá, que recebeu algumas adaptações para atender as necessidades especiais e garantir a diversão da criançada: luz e som mais baixos, filme sem trailers e mais liberdade pras crianças transitarem a hora que quiserem pelo ambiente. Como as vagas eram limitadas, a seleção ocorreu de acordo com a ordem de inscrição.

A sessão foi uma iniciativa da Associação de Pais e Amigos dos Autistas do Amapá (AMA/AP), em parceria com uma filial de operadora de cinema, para habituar e inserir os autistas em outros espaços. “A sessão serve como um incentivo para eles terem uma vida bem próxima do normal”, afirmou Simone Reis, diretora de comunicação da AMA/AP.



Levar os autistas para o cinema e celebrar a data também foi uma forma de lutar contra o preconceito, mostrando que pessoas com autismo podem sim frequentar e se divertir em todos os lugares. “Hoje é dia de mostrar para a sociedade e os meios de comunicação que o autismo não é uma doença e sim uma diferença e que essas diferenças precisam ser respeitadas por todos”, falou Jani Betânia Capiberibe, presidente da AMA/AP, em vídeo divulgado pela associação.

Todos os anos, no Dia do Orgulho Autista e no Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Associação prepara uma sessão de cinema. O filho de Simone, José Vitor Sousa, de 11 anos, é prova do sucesso desse projeto.“O comportamento dele foi muito diferente dessa vez. Na primeira vez, era tudo muito novo para ele e isso assustava”, disse.



Autismo
O autismo está classificado como um Transtorno do Espectro Autista (TEA), causador de algumas desordens no cérebro em diferentes níveis, dificultando a comunicação social e causando comportamentos repetitivos.

Apesar disso, o acompanhamento profissional e especializado permite que os autistas possam ter uma vida normal, como qualquer outra pessoa.


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