Solução de estudante para Vila Sucuriju pode ajudar comunidades no mundo todo a ter água potável



Por: Joice Batista



Apesar de ser uma realidade longe de Caio Vinícius Lima de Souza, o estudante de 16 anos decidiu ajudar os mais de 700 moradores da Vila Sucuriju, distrito do município de Amapá, que tem dificuldades no acesso à água potável. A localidade é uma das mais isoladas do estado, e só recebe o produto através do Corpo de Bombeiros.

Aluno da Escola Estadual Santina Rioli, em Macapá, Caio desenvolveu um dessalinizador de água, cujo combustível é a energia solar, uma tecnologia para transformar a água salobre da região em um produto próprio para o consumo.

O adolescente levou a ideia à sala de aula, após assistir uma reportagem de TV, e com a ajuda de seu professor de ciências Aldenir Melo, o projeto concluído o levou ao reconhecimento nacional e internacional em diversas feiras de ciências.


Basicamente, o protótipo é uma casa de vidro em um recipiente inox, que aquece a água salgada até 81º graus com a ajuda da placa de energia solar, decantando o líquido por mangueiras até um balde, já para receber o hipoclorito e ser ingerida pelas pessoas.

Apesar de finalizado, o dessalinizador ainda não foi implantado na Vila Sucuriju, mas os moradores da comunidade e os demais interessados podem acessar o projeto na Escola Santina Rioli, onde encontrarão todas as instruções. Estima-se que o aparelho custe apenas R$ 50, referente à  mão de obra, pois todos os materiais usados em sua fabricação podem ser reaproveitados.

O dessalinizador de Caio agora pode auxiliar qualquer comunidade do mundo que tenha ausência de recursos hídricos, bastando apenas o apoio de políticas públicas.

“Fazer parte desse projeto é acreditar que a ciência pode ajudar as pessoas, uma vez que meu projeto de pesquisa tem o objetivo de proporcionar água e energia elétrica para pessoas que não tem acesso”, disse Caio Vinícius.




Agora aluno e professor representarão o Amapá na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel-ISEF), na Pensilvânia, nos Estados Unidos. A vaga para a Feira nos EUA foi conquistada em outubro do ano passado, na Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que aconteceu no Rio Grande do Sul. Lá, o dessalinizador de Aldenir e Vinícius ganhou o 6° lugar no evento.

Antes de chegar à Pensilvânia, os dois se preparam para a apresentação em uma rápida passagem por São Paulo.

Feliz, Caio conta que a oportunidade é uma prova de que apesar de todas as deficiências do ensino público é possível promover a ciência com o empenho dos professores e estudantes. “Poder representar o Amapá e o Brasil nos Estados Unidos é uma honra, isso mostra que apesar das dificuldades, nós podemos desenvolver projetos de pesquisa a nível nacional e internacional”.

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