Grupo que combate suicídios no Amapá faz vaquinha para virar ONG


Por: Joice Batista 


Desabafar, ter aquele ombro amigo, conversar sobre um problema e falar sobre o que sente, esses foram os objetivos que levaram um grupo de universitários a criarem o Grupo de Apoio ao Jovem (GAJ), que hoje é uma entidade que promove a saúde mental no Amapá por meio de vários eventos. A iniciativa cresceu, ganhou visibilidade e agora o grupo busca se regulamentar como Organização Não Governamental (ONG) - mas para isso, pede ajuda.

O GAJ realiza rodas de conversa quinzenalmente. Além dos estudantes, o grupo conta com dois psicólogos. Ao todo, 8 pessoas formam a equipe. Em cada encontro, cerca de 20 pessoas participam da programação, que discute a depressão, ansiedade, crise do pânico, suicídio, além de outros transtornos e situações que podem desencadear esses males.

Os encontros acontecem aos fins de semana, em um espaço cedido na Cultura Walô 54, na Avenida José Antônio Siqueira, n° 1212, bairro Julião Ramos.

O GAJ surgiu em março deste ano, após uma semana onde houveram dois casos de suicídio no estado. “A gente não queria ver uma próxima notícia falando de alguém que se suicidou, de alguém que deixou a vida acabar porque não tinha um lugar pra ir e pra dizer ‘ei, eu tô precisando de ajuda! Eu não estou me sentindo bem e eu preciso conversar sobre isso’”, diz Caroline Guimarães, uma das porta-vozes do projeto.

Apoio
Para continuar fazendo esse trabalho e institucionalizar a iniciativa, o grupo abriu uma “vaquinha” virtual no último dia 9, com a meta de arrecadar R$ 1 mil até 10 de agosto, quando a arrecadação online se encerra. As doações serão usadas para custear as atividades, que hoje tem o auxílio financeiro dos próprios organizadores.

A regulamentação também visa trazer mais segurança e credibilidade, requisitos fundamentais para a conquista de parcerias concretas, no âmbito público e privado.

“Agora a gente está tentando fazer com que isso cresça e que a gente possa entrar em uma rede de atenção de saúde mental, que a gente consiga ampliar isso de uma maneira que quem estiver ali perto, saiba que está acontecendo essa roda e que a gente está ali no mesmo endereço fazendo aquilo acontecer”, defende Caroline.

Para realizar as doações, é necessário acessar o site www.vakinha.com.br, e procurar pela proposta “Institucionalização do GAJ”. No espaço, tem o botão “contribua”, onde os interessados devem clicar, fornecer alguns dados e finalizar a doação.

Saúde mental
Caroline Guimarães diz ser importante atentar para os cuidados com a saúde mental. “Ela é pouco falada, é pouco discutida no nosso estado. Saúde mental nada mais é do que a nossa própria saúde. Assim como quando temos uma dor de cabeça e tomamos um remédio e passa, quando a gente tem alguma angústia, algo que está pesando, que não está deixando a gente viver bem, tem que procurar dar uma melhorada nisso”.

Os interessados em fazer a doação e conhecer o Grupo de Apoio ao Jovem, também podem obter informações através dos telefones: (96) 98126-9671 (Caroline Guimarães) e (96) 98134-6075 (Dandara).

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