Entre gatos, cãozinho abandonado encontra um novo lar


Por Alice Valena



Muitas pessoas têm resistência à ideia de adotar um cachorro abandonado, muitas vezes por achar que o animal não se adaptaria ao seu estilo de vida ou perfil. Mas isso não foi problema para Karen, uma gata (sim, uma gata) que recebeu como seu um cãozinho recém-nascido abandonado e encontrado ainda ligado à placenta de sua mãe biológica em Macapá.

O doguinho se uniu aos filhotes paridos recentemente por Karen, que também está criando um outro gatinho adotado.  A mãezona faz jus ao título de gata. Linda de tons brancos, cinza e olhos claros, defende seus filhotinhos a todo custo e ainda dá conta de criar seus filhos adotivos.

Quando chegamos pertinho para ver ela dando de mamar, ela se levantou e ficou em sinal de alerta! Calma Karen, só queríamos fotografar o cachorrinho mamando - na foto acima - a imagem mais fofa que você vai ver hoje.



Sua dona é a professora e analista de sistemas Andréia Neves, que junto com a também gateira e artista Brenda Zeni, afirma que Karen nasceu para ser mãe. “Acreditamos que Karen sempre foi gata de rua, sempre foi caçadora, pois sempre trouxe alimentos de fora, mesmo com a ração de casa. Não é a primeira vez que ela tem uma ninhada e adota ao mesmo tempo gatinhos que não eram seus”, explica a professora.

“Uma vez, em nossa casa anterior, além dos vários ratos que ela trazia para seus filhotes, ela simplesmente jogou um tamuatá para eles comerem”, se lembra rindo, e Brenda completa: “uma vez tomamos um susto com o barulho. Quando fomos ver, Karen trouxe sabe-se lá de onde, um pedaço de carne, cozido e quente”, conta impressionada.

E agora o novo feito de Karen é a adoção do cachorrinho abandonado na rua. 



As Gateiras Tucuju

Karen e outros gatinhos fazem parte de um coletivo bem legal. Apaixonadas por bichos, especialmente os gatos, elas e algumas amigas formam o grupo Gateiras Tucuju (Gatu). A Gatu é um grupo de mulheres que cuidam e resgatam gatos e fomentam a adoção dos bichanos. Elas sonham em formalizar como ONG, mas ainda esbarram na burocracia. Por isso, se unem e uma ajuda a outra, com ração, remédios e castração.

Outro propósito do grupo é tirar preconceitos sobre os gatos. “As pessoas pensam que os gatos são sujos. Muito pelo contrário. Eles são muito limpos, e respeitam o espaço da casa. Só fazem suas necessidades em suas caixinhas”, diz Andréia.

Ela fala também que há uma carência muito grande de quem cuide de gatos, por isso elas planejam retomar com as feiras de adoção no Parque do Forte.

Andréia tem um gatil com 15 gatos prontos para a adoção. Todos medicados, limpos e separados os machos e as fêmeas. Parte de todo esse carinho é porque, como ela diz, é muito mais fácil adotar cachorros do que gatos. “Às vezes nas feirinhas, a cada 20 cachorros só um gato é adotado”.

Se eles forem um pouco parecidos com a Karen, cheia de peripécias, já dá uma vontade danada de adotar!

Mais Informações: Andreia Neves (96) 98125-7196



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